Drew Ailes: Em primeiro lugar e antes de tudo, como tem sido a digressão?
Willie Adler: Tem sido óptima. Muito mais grandiosa do que estávamos à espera. Está no caminho certo para ser uma boa digressão.
Drew Ailes: O que vão fazer depois do Sounds of the Underground?
Willie Adler: Vamos ficar em casa por algum tempo. Fazer uma pequena pausa e depois decidir onde vamos ou não no outono ou então se vamos começar a escrever um novo CD.
Drew Ailes: Há alguma banda que tenhas interesse em ver esta noite?
Willie Adler: É sempre divertido ver Strapping Young Lad, assim como Every Time I Die. Há tantas bandas com as quais esrtivemos em digressão tal como Unearth, Throwdown, Every Time I Die e Clutch. Ver Clutch é fantastico.
Drew Ailes: Como correu a tour Europeia?
Willie Adler: Correu lindamente! Holanda e Paris foram concertos especialmente bons para nós.
Drew Ailes: Referiste que estavam prestes a escrever coisas novas mas, já há alguma coisa em termos de riffs ou algo do género?
Willie Adler: Bom, eu estou sempre a escrever coisas e o Mark provavelmente também, mas nos ainda não chegamos ao ponto em que estamos em casa com todo o tempo para dedicar à pratica e às novas ideias. Se nos juntamos todos para praticar é porque provavelmente temos uma digressão a começar numa semana ou assim.
Drew Ailes: Há alguma mudança que queiram fazer no som ou vão deixar as coisas como estão?
Willie Adler: Bem, não posso dizer nada em concreto mas, nós crescemos como banda e como é óbvio nunca escrevemos o mesmo disco duas vezes.
Drew Ailes: Eu li provavelmente uma dúzia de entrevistas convosco e acho que nunca ninguem vos perguntou como é que vocês escrevem uma música.
Willie Adler: Eu sento-me em casa, e o Mark faz o mesmo e escrevemos riffs. Passamos uma grande parte do dia a fazê-lo e depois juntamo-nos todos para praticar.
Drew Ailes: Li uma entrevista com o Randy onde ele diz que gosta de fazer sets pequenos. Pensas o mesmo e ao ser cabeça de cartaz de uma tour como esta, sentes que estão a ir longe demais?
Willie Adler: Tudo depende do publico e do espetáculo particularmente. Tem havido alguns clubes em que só tocamos por 45 minutos. Mas quando consegues captar a atenção do público, é fantastico!
Drew Ailes: Isto não interessa para a maior parte das pessoas e eu não sei se toda a gente tem o mesmo ponto de vista que o Randy, mas achas que a maior parte dos vossos fãs estão conscientes da vosso ponto de vista politico?
Willie Adler: Nós não temos necessariamente uma postura que tentamos pregar, quem escreve as letras é o Randy e o Mark e eles deixam claras montes de coisas que posso dizer que servem para alertar as pessoas sobre o que se está a passar. E é obvio que não concordamos todos com o Randy.
Drew Ailes: ...então vocês usam a música para informar as pessoas
Willie Adler: Sim.
Drew Ailes: Como te sentes em relação ao metal no geral, achas que está a ganhar mais popularidade?
Willie Adler: O metal é fantastico. É uma das coisas que está a voltar. Havia um grande ponto de energia bruta associada ao metal agora está a ser utilizado com as novas bandas de metalcore e hardcore. Penso que há mais relatividade - isto é uma palavra?
Drew Ailes: Sim, claro.
Willie Adler: É? Penso que há mais relatividade com as bandas que estão agora a surgir no metal, especialmente adolescentes, o que é óptimo.
Drew Ailes: Actualmente, se tivesses a chance de escolher as bandas que ainda estão activas, há algumas com as quais gostavas de andar em diressão mas não tens necessáriamente a oportunidade de o fazer?
Willie Adler: Hum..bem. Acho que seria fantástico uma digressão com os Megadeth e os Metallica. Se bem que o estado deles no presente é um pouco desconcertante e decepcionante para mim.
Drew Ailes: São as bandas que te acompanharam na infancia.
Willie Adler: Sim são e eles continuam... pelo menos os Metallica continuam enormes.
Drew Ailes: Vocês têm a mesma formação desde o inicio, consideram isso uma raridade? Como estiveram activod durante tanto tempo sem mudarem a formação?
Willei Adler: Eu acho que faz parte do nosso encanto, do que somos. Todas as nossas personalidades formam a personalidade dos Lamb of God. Por issonenhum de nós podia ser posto fora da equação senão os LoG não seriam os mesmos.
Drew Ailes: Tu ou alguém na banda frequentou uma faculdade ou qualquer coisa que fosse completamente alheia à música?
Willie Adler: Sim claro. Acho que todos nós frequentamos a universidade mas o Mark é o único formado. Eu fui para uma escola de artes. O Campbell foi para... não faço a mínima ideia, mas frequentamos todos a universidade. Penso que o Randy não ia às aulas. Ele é do tipo de pessoa que só quer andar na rua onde toda a gente viveu e vendeu drogas.
Drew Ailes: Voces ainda se vêm como estando fortemente envolvidos na música tal como à uns dez ou quinze anos atrás?
Willei Adler: Nao sei, é uma boa pergunta. Não tanto quando estamos em digressão, estamos sempre exaustos. Estamos a ficar mais velhos e um pouco mais sensiveis. Mas tenho esperança que vou estar rodeado da minha música a vida toda.
Drew Ailes: é dificil equilibrar a vossa vida pessoal com a vossa vida artistica?
Willei Adler: Sim, claro, porque todos nós temos as relações pessoais e familiares que mantemos em casa. É tão importante para nós passar tempo com eles, a fim de manter isso como é a de manter esta diversão. Nós vamos ter um pouco de tempo livre e esticar um pouco os nossos braços.
Drew Ailes: No que diz respeito a tua familia, o que é que eles pensam sobre o que tu fazes e o facto de que milhares de pessoas assistirem a um espetaculo só para te verem tocar um instrumento durante uns minutos?
Willie Adler: Eles adoram. Eu tenho mulher e um filho, e como é obvio eles apoiam-me. Os meus pais vieram connosco na tour com os Slipknot. Eles adoraram! Eu acho que todas as familias nos apoiam e se sentem extremamente orgulhosas.
Drew Ailes: Tens ouvido algumas bandas recentemente?
Willie Adler: Não tenho ouvido nada há algum tempo excepto o CD novo dos Throwdown que está espetacular. É a unica coisa que tenho ouvido.
Drew Ailes: Chagamos ao fim da entrevista, queres acrescentar alguma coisa?
29 Agosto 1958 - Nasce em Gary, Indiana, um subúrbio de Chicago, estado do Illinois.
1968 - a Motown assina com os Jackson 5, grupo que junta os cinco irmãos Jackson, supervisionados pelo pai. "I Want You Back", o primeiro single, é editado um ano depois e torna-se um sucesso imediato.
1970 - o sucesso dos Jackson 5 é estrondoso, com vários singles a atingir o 1º lugar do top americano. Michael, que conta 12 anos, torna-se o principal vocalista do grupo.
1979 - chega a emancipação a solo com Off The Wall, produzido por Quincy Jones. O disco vende 7 milhões de cópias e afirma Jackson como artista de pleno direito. "Don't Stop Till You Get Enough" é uma das canções mais memoráveis.
1982 - a escalada do sucesso prossegue. Thriller, o álbum que se segue, torna-se o disco mais vendido até então e combina sucessos musicais com telediscos icónicos, como o comprovam "Billie Jean", "Beat It" e "Thriller".
1987 - o auto-proclamado "rei da pop" vai cinco vezes ao primeiro lugar do top de singles norte-americano. Bad popularizou canções como a que dá nome ao disco, "Man In the Mirror" e "Dirty Diana".
1991 - Dangerous vende 20 milhões de cópias em todo o mundo, mas é tido como um sucesso menor, face aos números estrondosos dos seus antecessores. É na arte do videoclip que Jackson se mantém no top: os 11 minutos de "Black and White" (com um "cameo" do então popular Macauley Culkin, de Sozinho em Casa) são uma extravagância maior.
1993 - o visual "mutante" de Jackson acentua-se e o cantor é obrigado a explicar a Oprah Winfrey que padece de uma doença de pele, que a torna cada vez mais branca. Confessa também que foi violentado pelo pai enquanto criança. No mesmo ano é acusado por uma criança de 13 anos de abuso sexual perpetrado no rancho Neverland, "parque de diversões" do músico.
1994 - numa manobra inesperada, casa com Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley.
1995 - o best-of HIStory fica aquém das expectativas, no plano comercial. Não era esperado que uma colectânea de Jackson vendesse "apenas" 2 milhões de discos nos Estados Unidos.
1996 - divorcia-se de Lisa Marie Presley. Casa com Debbie Rowe, uma enfermeira que terá engravidado através de inseminação artificial. Prince Michael Jackson Jr. Nasce em Fevereiro de 1997. Jackson e Rowe são também pais de uma menina, Paris Michael Katherine, nascida em Abril de 98.
1999 - divorcia-se de Debbie Rowe, ficando com a custódia dos filhos.
2001 - Invincible, o primeiro álbum de originais em 10 anos, é um flop. Custa, alegadamente, 30 milhões de dólares a gravar.
2002 - uma imagem que valeu mais do que mil palavras: Jackson é fortemente criticado depois de agitar o seu terceiro filho, Prince Michael II, no exterior de uma janela de um quarto de hotel. Culparia, posteriormente, "o calor do momento". A mãe, essa, é anónima.
2003 - o documentário Living With Michael deteriora ainda mais a imagem pública do músico. Jackson conta ao jornalista Martin Bashir que dorme com crianças, frisando que a natureza das relações não é sexual. No mesmo ano é novamente acusado de abuso sexual de um menor de 12 anos.
2005 - Jackson é absolvido dos crimes de natureza sexual de que fora acusado.
2006 - o rancho de Neverland é encerrado. As dificuldades financeiras acumulam-se.
2009 - Jackson anuncia que vai actuar "pelo menos 10 vezes" em Julho, na O2 Arena, em Londres. Disse ainda que estes seriam os últimos concertos da sua carreira. Não foi a tempo de cumprir a promessa. Morreu Michael Jackson.
A notícia, avançada inicialmente pelo site TMZ, acabou por ser confirmada pelas autoridades de Los Angeles.
Michael Jackson foi internado de urgência, Quinta-feira, 25 de Junho, depois de uma ambulância ter sido chamada a sua casa.
Quando os paramédicos chegaram, terão tido que reanimá-lo, pois o músico não respirava.
Michael Jackson terá dado entrada no hospital em coma profundo. A família do cantor chegou a emitir um comunicado dizendo que se encontrava a seu lado, nessa altura.
Uma das maiores estrelas da história da pop e autor do álbum que mais vendeu, Thriller, Michael Jackson anunciara para este Verão o regresso aos palcos. Segundo o site TMZ.com, Jackson teria estado ontem no Staples Center, em Los Angeles, a ensaiar para os espectáculos vindouros, não tendo mostrado "sinais de perturbação". O mesmo site mostra o que serão, alegadamente,as últimas imagens de Michael Jackson, há alguns dias, na rodagem de um clip promocional da digressão.
"A menos que tenha havido outra coisa envolvida, estamos perante um caso de abuso de medicamentos". As palavras são de Brian Oxman, porta-voz da família Jackson, e já levaram a polícia californiana a procurar questionar o médico pessoal de Michael Jackson, sobre o alegado tratamento administrado ao artista.
Inicialmente fora do "radar" das autoridades, que não conseguiam contactá-lo, o médico já terá sido encontrado pela polícia, devendo ser ouvido em breve.
"Já tinha avisado que isto ia acontecer" - salientou o representante dos Jacksons à CNN. "Onde há fumo, há fogo".
Menos de 24 horas após a morte de Michael Jackson, várias fontes acreditam, à semelhança do porta-voz dos Jacksons, que o cantor terá sucumbido a uma dose excessiva de Deremol, um narcótico sintético similiar à morfina, que alegadamente o artista injectaria todos os dias.
Outras fontes, como o site TMZ, que foi o primeiro a noticiar a morte de Michael Jackson, garantem que Michael Jackson já estava morto quando os paramédicos foram chamados a sua casa, e que só por insistência do seu médico pessoal, que viveria com o cantor, os profissionais continuaram a tentar reanimá-lo, primeiro na ambulância, depois no hospital.
Entretanto, o TMZ revelou ainda uma gravaçãoáudio com a suposta chamada para o 911 (o 112, em Portugal), em que uma voz masculina não identificada pede ajuda para lidar com um paciente de 50 anos, que não responde às manobras de reanimação. A chamada pode ser ouvida aqui.
A autópsia de Michael Jackson, realizada esta Sexta-feira, dia 26 de Junho, em Los Angeles, não foi conclusiva em relação às causas da morte do cantor.
De acordo com a imprensa norte-americana, os médicos legistas analisaram o cadáver de Michael Jackson durante cerca de três horas, não descobrindo nele quaisquer sinais de violência.
A autópsia confirmou que Michael Jackson se encontrava a tomar um medicamento legal, mas para saber em que quantidades, ou que tipo de medicamento era esse, há que esperar entre seis a oito semanas.
Eis o vídeo da conferência de imprensa em que foi anunciado o resultado da autópsia:
A polícia ainda não conseguiu interrogar o médico, de nome Conrad Murray, que estaria com Michael Jackson quando ele perdeu a consciência.
Cardiologista natural do estado do Texas, Murray foi contratado pela AEG Live, promotora dos concertos de Michael Jackson em Londres, que nunca chegariam a acontecer.
Segundo o LA Times, citado pela Rolling Stone, Michael Jackson conheceu o Dr. Conrad Murray no ano passado, quando o médico o curou de uma constipação. Murray foi este ano contratado pela AEG Live para acompanhar o cantor nos Estados Unidos e em Londres.
No turbilhão de notícias que surgiram nas últimas horas, destaque ainda para aquelas que dão conta de um Michael Jackson "a chegar sempre atrasado e letárgico " aos ensaios para os 50 concertos em Londres, e para o efeito que a morte teve nas vendas dos discos do artista, que já são os mais procurados no iTunes e na Amazon .
Michael Jackson, uma das maiores estrelas pop de sempre, morreu no dia 25 de Junho, aos 50 anos. Em Julho deveria começar, em Londres, uma residência de 50 concertos, os seus primeiros espectáculos ao vivo desde 1997.
Eis a imagem da última aparição pública oficial do cantor, aquando da conferência de imprensa para anunciar os concertos de Londres:
Jermaine Jackson, irmão de Michael, confirma a morte do cantor em conferência de imprensa:
Reacções:
- Mariah Carey escreveu: "Estou devastada. Que nos lembremos dele pela sua contribuição sem paralelo para o mundo da música, pela generosidade espiritual da sua batalha para curar o mundo e pela alegria que trouxe a milhões de fãs devotos em todo o mundo. Sinto-me abençoada por ter actuado com ele várias vezes e por poder chamá-lo de amigo. Nenhum artista vai tomar o lugar dele. A sua estrela vai brilhar para sempre";
- Arnold Schwarzenegger, actor e governador do estado da Califórnia, disse: "O mundo perdeu uma das figuras mais influentes e icónicas da indústria musical. Desde as actuações com os Jackson 5 até à estreia do "moonwalk" e de Thriller, o Michael era um fenómeno pop que nunca parou de alargar as fronteiras da criatividade";
- Tina Turner disse à Spinner: "Estou chocada e muito triste com a morte do Michael. Eu, juntamente com milhares de fãs, estava ansiosa por vê-lo fazer uma nova digressão. Agora, que descanse em paz" ;
- Diana Ross que apresentou os Jackson 5 ao mundo é uma das mais devastadas. "Não consigo parar de chorar. Isto é demasiado repentino e chocante. Não consigo imaginar isto. O meu coração dói. As minhas preces vão para os filhos e a família" - disse a artista à MTV.
- Britney Spears, como Tina Turner, diz estar muito "entusiasmada por ir ver o espectáculo em Londres. "Íamos estar em digressão pela Europa na mesma altura e ia voar para vê-lo. Ele tem sido uma inspiração ao longo da minha vida inteira e estou devastada por ele ter desaparecido!".
- A actriz Brooke Shields recordou o amigo da seguinte forma: "O meu coração está recheado de tristeza pela perda devastadora do meu verdadeiro amigo Michael. Era um extraordinário amigo, artista e contribuidor para o mundo. Junto-me à sua família e aos seus fãs para celebrar a sua vida incrível e fazer o luto de uma morte fora de tempo".
- Lisa Marie Presley, ex-mulher de Michael Jackson, disse-se "muito triste e confusa, [sentindo] todas as emoções possíveis. Estou de coração partido pelos seus filhos, que sei que eram tudo para ele, e pela sua família. Isto é uma perda tão gigantesca a tantos níveis que me falham as palavras" - afirmou a filha de Elvis Presley.
- Em declarações ao site da revista People, Madonna disse: "Não consigo parar de chorar desde que ouvi a triste notícia. Sempre admirei o Michael Jackson. O mundo perdeu um dos grandes, mas a sua música vai viver para sempre".
- Cher e Celine Dion falaram em directo para o programa televisivo de Larry King. A primeira lembrou um rapaz "optimista", "lindo" e "adorável": "Deus dá-nos certos dotes. Ele era um cantor fantástico" - revelando depois que quando se cruzou com o artista mais tarde achou "O seu comportamento era muito estranho por isso não conseguia reconhecer aquela pessoa". Já Celine Dion, recordou uma pessoa "extremamente talentosa": "Tive o privilégio de trabalhar na mesma editora que ele. E tive o privilégio de conhecê-lo há muito, muito tempo. Ele nunca vai morrer".
- Akon foi um dos primeiros artistas a reagir à morte de Michael Jackson. O músico, que assinou uma releitura de "Wanna Be Startin' Somethin'" na reedição dos 25 anos do álbum Thriller, deixou a seguinte mensagem no Twitter: "O Michael Jackson vai ser lembrado como o melhor! Eu fui abençoado e tive a honra de poder sentar-me na mesma sala que a grande inspiração da música pop de hoje".
- Por seu turno, Quincy Jones,produtor do álbum mais vendido de sempre, Thriller mostrou-se "arrasado" pela notícia: "Não tenho palavras para comentar o facto de o Michael nos ter sido tirado tão jovem. Foi a divindade que fez com que nos cruzássemos e nos permitiu que fizéssemos o que fizemos nos anos 80. Até hoje, a música que criámos emOff The Wall, Thriller e Bad é tocada em todo o mundo e a razão para tal é que ele tinha tudo... talento, graciosidade, profissionalismo e dedicação".
- O presidente da Sony Music, Sir Howard Stringer emitiu também um comunicado oficial, dizendo o seguinte: "O Michael Jackson era um trovador brilhante para a sua geração, um génio cuja música reflectiu a paixão e a criatividade de uma era. A sua veia artística e magnetismo mudaram o panorama musical para sempre. Sentimo-nos profundamente influenciados pela sua originalidade, criatividade e incrível trabalho. A família inteira da Sony dá as mais profundas condolências à sua família e aos milhões de fãs em todo o mundo que o adoravam".
À porta do hospital de Los Angeles onde foi declarada a morte de Michael Jackson, centenas de fãs em lágrimas reuniram-se para prestar tributo ao seu ídolo.
Eis os vídeos de Michael Jackson bem como algumas participações do Rei da pop com outras estrelas da música:
Actualizado: É um dos acontecimentos mediáticos mais badalados de sempre: o adeus de Michael Jackson, falecido aos 50 anos, no passado dia 25 de Junho, e recordado no dia 7 de Julho com uma cerimónia pública em Los Angeles, onde vivia.
O evento - que contou com a presença de numerosas celebridades, não só do mundo da música como do desporto ou do cinema - foi acompanhado pelas maiores cadeias televisivas de todo o mundo, e também por vários sites.
Passaram pelo palco Berry Gordy, fundador da Motown, editora que lançou os Jackson 5; Mariah Carey (interpretou "I'll Be There"), Lionel Richie ("Jesus Is Love"), Stevie Wonder ("Never Dreamed You'd Leave in Summer") e Jennifer Hudson ("Will You Be There") e foram lidas mensagens de Diana Ross (pela voz de Smokey Robinson ) e Nelson Mandela . Os basquetebolistas Kobe Bryant e Magic Johnson (retirado) também marcam presença.
Brooke Shields, actriz e amiga pessoal de Michael, teve um dos depoimentos mais emocionados da cerimónia, comparando o cantor a "O Principezinho", personagem central da obra maior de Antoine de Saint-Exupéry. Seguiu-se uma sentida interpretação de "Smile", por um dos irmãos de Michael, Jermaine Jackson .
Paris Katherine Jackson , de 11 anos, filha do cantor, lembrou em lágrimas "o melhor pai que se possa imaginar".
A intervenção levou a plateia às lágrimas. Recorde-se que Michael Jackson sempre escondeu os seus três filhos dos media; esta foi a primeira vez que o mundo viu Paris falar.
Perto do final, os Jacksons sobreviventes e as celebridades que marcaram presença na cerimónia juntaram-se em palco para uma rendição de "Heal The World", que se seguiu ao "hino" "We Are The World", composta por Jackson e Lionel Richie em 1985 com o intuito de angariar fundos para combater a fome em África.
No final do espectáculo, a família Jackson agradeceu a todos os que assistiram ao vivo à cerimónia, no Staples Center, em Los Angeles. Um dos irmão de Michael, Marlon, lembrou "o ridículo" a que o malogrado cantor foi exposto, durante parte da sua vida, e afirmou esperar que "pelo menos agora" o rei da pop "encontre a paz".
A maior novidade divulgada foi a presença do corpo de Michael Jackson, dentro do caixão, no Staples Center, onde decorreu a cerimónia.
"Não seria justo para os fãs, virem até aqui e não verem o seu caixão" - afirmou um colaborador de Michael Jackson à CNN.
Embora os Linkin Park só cá estejam à cerca de doze anos, já venderam 50 milhões de álbuns e contam já com um lugar na linha da frente das bandas de nu-metal. Hybrid Theory, o seu álbum de estreia, vendeu muito, o que os tornou de imediato reconhecíveis. Os álbuns seguintes (Meteora e Minutes to Midnight) foram também bem sucedidos e o grupo encontra-se de momento a trabalhar em material para o seu 4º CD. Mike Shinoda, rapper e “multi-instrumentalista” dos Linkin Park cedeu-nos um pouco do seu tempo livre para falar sobre o novo registo e outros projectos incluindo a escrita de “New Divide”, para a banda sonora do novo filme Transformers, músicas de vídeo jogos, entre outros.
UG: Comecemos pelo single “The New Divide” – há uma aproximação diferente entre escrever uma música para um filme ou escrever uma música para o álbum?
Mike Shinoda: Normalmente não escrevemos uma música para caber numa história como esta. Tentar encontrar uma forma de o fazer por nós próprios era o desafio; mas ao mesmo tempo mantê-la ligada ao filme através da intenção da banda naturalmente. Foi um balanço cuidadoso.
UG: Escrever músicas para um filme apresenta algum problema exclusivo que as músicas para o álbum não apresentem?
Mike Shinoda: É semelhante, mas é mais limitado e focado em partes do filme.
UG: Esforças-te por uma qualidade melhor e mais épica numa música para um filme? Um refrão maior, ou mais memorável?
Mike Shinoda: Acho que som deve ser épico, pelo menos para este filme. Quando olhamos para as demos que temos quando estamos a decidir com qual delas é que a canção se deve assemelhar, temos material mais complexo e material mais introvertido. O Transformers não é exactamente um filme introvertido
UG: Algo relacionado com “New Divide” vai Constar no próximo álbum dos Linkin Park?
Mike Shinoda: O álbum novo não soa como “New Divide”, mas soa muito bem. Até agora temos aproximadamente 40 ideias para músicas. Estamos a tentar fazer algo diferente dos outros álbuns, focando-nos em fazer algo que seja mais experimental. Na verdade, poderá eventualmente haver mais rap. Estou a colocar toda a minha energia Fort Minor dentro do novo álbuns dos Linkin Park… Nunca se sabe que músicas darão o toque final, mas espero que haja mais rap e boas batidas.
UG: Podes adiantar algo do material que já têm para o álbum novo do LP? Incluirá alguns dos elementos do Minutes to Midnight?
Mike Shinoda: Uma das características do Hybrid Theory e do Meteora era o seu som distintivo. Era uma função da escrita; o equipamento que nós usamos; a maneira que nós gravamos; o estúdio; a combinação do coordenador e do produtor e muitas outras escolhas subtis. O Minutes to Midnight era para sair desse "som" e fazer um álbum cheio de sons novos. Penso que o álbum novo será um retorno à ideia de fazer " um som" mas um som contrário ao dos outros.
UG: Fala-nos de como é que a banda trabalha uma música em estúdio. Há algum tipo de anteprojecto que dite o que a banda grava? Ou evolui e muda conforme o álbum ou as músicas?
Mike Shinoda: Temos tendência para gravar e escrever num só gesto e gravamos todas as notas que escrevemos. O nosso maior desafio é mantermo-nos organizados e certificarmo-nos de que nenhuma boa ideia ficou para trás. Vamos estruturando as músicas, o desempenho, a letra e o som até que fique como nós os 6 desejamos.
UG: A mudança de equipamento teve impacto no som da banda? Como é que a tecnologia digital permitiu aos Linkin Park atingir o que realmente desejavam?
Mike Shinoda: Nós não temos nenhuma trajectória definida, mas posso afirmar que definitivamente nós somos "crianças da idade da gravação digital". Nós gravávamos em cassete mas é muito mais prático o computador. A parte complicada é saber quais das ideias são as boas, para o sabermos, reunimos a banda semanalmente e ouvimos tudo. Felizmente todos nós temos bom ouvido e uma vista consideravelmente consistente.
UG: Quanta experimentação fazem no estúdio? Estás sempre a procurar diferentes formas vocais?
Mike Shinoda: Ultimamente temos feito muitas experimentações. Não queria aprofundar o assunto, mas temo-nos divertido bastante a fazer novos sons
UG: Os Linkin Park foram um grande sucesso assim que se estrearam, como se sentiram ao atingir o sucesso tão cedo?
Mike Shinoda: Rectrospectivamente, era consideravelmente estranho. Nós tinhamos andado a trabalhar num álbum e em fazer um nome para nós próprios e de repente estavamos a ser mais bem sucedidos do que alguma vez imaginamos. Penso que todos fizemos um bom trabalho apesar de tudo.
UG: Podes relatar-nos alguns dos momentos mais desafiantes para a banda? Por outras palavras, se tivesses que escolher uma ou duas músicas que fossem mais dificies de gravar relativamente às ideias da banda, quais seriam?
Mike Shinoda: Há imensas músicas que poderiam tomar esse lugar, Cada uma parece ter a sua propria complicação. Por exemplo, recentemente, "New Divide", era uma música para um grande filme de verão e tinha um prazo apertado. Para ser honesto, no inicio o pessoal do filme tinha várias bandas em mente, todas muito bem sucedidas e dignas de ter a oportunidade de conceber o tema para o filme. Basicamente, estávamos constantemente sob pressão, pressão do tempo e de mostrar ao Michael Bay que a nossa música era a melhor. Quando a entregamos e voltaram com uma resposta positiva, senti que tinhamos ganho o desafio.
UG: Quanto à digressão Projekt Revolution, como tem sido?
Mike Shinoda: Até agora foi óptima, é espantoso quando saimos dos Estados Unidos. Muito trabalho duro das pessoas está nisto e nós agradecemos a toda a gente envolvida. Quando terminarmos o novo álbum vamos voltar à Projekt Revolution outra vez e esperamos evoluir ao longo dos anos.
UG: Para terminar, alguma novidade? Nova digressão? Videos?
Mike Shinoda: Nós estamos sempre muito ocupados. O álbum a solo do Chester, Dead by Sunrise, sairá em setembro deste ano; eu vou fazer uma exposição de arte chamada Glorious Excess Dies em agosto aqui em Los Angeles; estamos a fazer um jogo para o iPhone e a trabalhar no novo album. A melhor maneira de estar actualizado é em linkinpark.com e mikeshinoda.com.